A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 23/10/2021

No século XIX, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, houve um grande avanço nas artes e infraestruturas da Região Sudeste. Entretanto, o restante do território do país não recebeu tantos benefícios. Nesse contexto, vemos a desigualdade entre o acesso à cultura, que muitas vezes é privilégio das elites, situação que precisa ser analisada e alterada urgentemente.

Em primeira instância, vê-se que a localização dos espaços como museus, cinemas e teatros estão distantes das periferias, mais próximos das camadas mais favorecidas da sociedade, além de muitas vezes apresentarem preços elevados. Esse cenário é muito prejudicial para o desenvolvimento intelectual e de vários tipos de expressões culturais, que muitas vezes não recebem o devido respeito.

Além dessa visão segregacionista, destaca-se a falta de interesse de grande parcela da população brasileira. Isso se deve, muitas vezes, à falta de contato com atividades artísticas, principalmente, durante a infância. Por consequência, esse contexto leva à marginalização de movimentos, por desinformação a respeito deles. Além disso, também provoca a falta de conhecimento e, em muitos casos, pensamentos preconceituosos.

Tendo em vista o contexto supracitado, é necessário tomar medidas para mudar o cenário. É função do governo criar espaços culturais mais próximos das camadas mais pobres, tanto em questão financeira, quanto da geográfica, tornando assim, o acesso mais fácil e viável. Ademais, é fundamental que as instituições de ensino promovam o contato com a cultura desde a infância, aproximando o aluno e mudando o cenário atual. Tomando essas medidas é possível democratizar a cultura e combater essa mazela que assola a sociedade.