A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 20/10/2021
Policarpo Quaresmo, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a falta de acesso à cultura por grande parte da população torna o país mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo alto preço dos ingressos, seja pela falta de conhecimento, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, nesse contexto, é importante destacar que os altos preços dos ingressos corroboram de forma intensiva para o entrave. Isso porque com o preço dos ingressos altos, pessoas que possuem uma renda baixa teriam maior dificuldade em comprar tais ingressos. Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos. Assim fica claro que o legado de negligência e ignorância frente a falta de acesso à cultura por grande parte da população persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social plenos. Por fim, intende-se que o problema tende a persistir, caso não haja intervenção.
Além disso, nota-se que a omissão estatal é uma das causas da questão, segundo a jornalista Mônicka Christi, a negligência governamental para com um povo na observância e cumprimento de sua obrigação quanto aos direitos do cidadão é uma afronta desrespeitosa à lei e a justiça. Nessa lógica, se tratando de diversas matérias, mas principalmente, no que tange a falta de acesso à cultura por grande parte da população, percebe-se um total despreparo e inércia por parte do Estado. Sendo assim, é inaceitável que um país que detém uma das maiores taxas de impostos do mundo, não tenha planos e meios de erradicar o problema.
Portanto, são essenciais medidas para minimizar o problema, para isso, compele ao governo federal, por ser o responsável por esse impasse, disponibilizar recursos por meio da definição de uma agenda econômica que democratize o acesso à cultura para as regiões menos favorecidas, a fim de melhorar e ampliar o alcance a bens culturais. Ao fazer isso, o Brasil conseguirá, por fim, tornar popular o acesso cultural.