A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 22/10/2021

No século 19, a elite carioca tinha acesso a bailes e a manifestações culturais, em polos econômicos nos quais a população de baixa renda não tinha acesso. No Brasil contemporâneo, a elitização de patrimônios culturais se tornou uma situação cotidiana, visto que moradores de regiões periféricas não tem acesso a tais manifestações. Em suma, o poder aquisitivo se tornou um parâmetro para a situação em tese.

O filme Cidade de Deus, trata-se da história de um jovem chamado Buscapé, que mora em uma cidade periférica do Rio de Janeiro, um jovem que cresce presenciando a marginalidade e a situação precária do ambiente em que nasceu. Após um encontro com a fotografia, ele decide mudar de vida e trilhar um caminho diferente, mas seus colegas que viviam com ele não tiveram a mesma sorte e foram vitimas da marginalidade. Fora do ambiente cenográfico a realidade não é distinta, homens e mulheres enfrentam a mesma situação do protagonista do filme, que por falta de oportunidades não conseguem ter acesso a cultura, o que os leva a um caminho sem esperança de uma vida melhor.                                                       Pretos e pardos não possuem acesso a cultura se comparado com o publico branco desses locais, a questão racial está enraizada na sociedade e a cultura não se encontra disponível para a mesma, dados do IBGE mostram que 44% dos pretos e pardos vivem em cidades sem cinemas, contra 34% da população branca. A questão racial possui reflexos inegáveis na sociedade, que devem ser solucionados pelos poderes responsáveis.

Para solucionar os problemas apresentados, nós acreditamos que se o ministério da cultura disponibilizasse eventos culturais gratuítos para todas as classes sociais maior parte da população teria acesso a eles, outrossim a implantação de locais apropriados seria indispensável. Os problemas periféricos e raciais diminuiriam se nas escolas fosse implantada a importancia cultural e a aceitação da diferença entre cores e classes sociais, para que as diferenças sociais começassem a ser aceitas.