A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 22/10/2021
Desde que os portugueses começaram a colonizar o Brasil, com a forte prática de exploração em larga escala e escravidão sendo adotada, finalmente marcou a profunda divisão e desigualdade social do Brasil. O contraste atual entre os centros urbanos afluentes e as áreas menos populares ao redor prova isso. Da mesma forma, ocorre também com a oportunidade de exposição à cultura, que acaba se tornando única para os poucos que têm o direito de viver nesses centros mais ricos.
O baixo investimento do estado em equipamentos culturais públicos é o principal desafio do Brasil para democratizar a aquisição cultural. Isso porque, durante décadas, a administração pública negligenciou o potencial transformador que o acesso à cultura pode proporcionar aos indivíduos, seja por possuir uma biblioteca pública avançada ou por assistir a dramas. Por conta dessa desvalorização do governo, a cultura brasileira ganhou status de elite, pois pessoas com menos privilégios não se consideram público-alvo de shows e exposições em museus. Segundo a UNESCO, não é por acaso que quase todos os brasileiros nunca participaram de museus e exposições de arte.
O governo precisa garantir o consumo de produtos culturais por meio de programas de qualificação profissional voltados para as camadas de baixa renda, a fim de aumentar o poder aquisitivo desse grupo de pessoas. Além disso, a mídia precisa priorizar a cultura popular em seus programas de televisão, a fim de comunicar os valores locais e nacionais ao público. Assim, todo o país deu mais um passo na salvaguarda do direito à democratização cultural.