A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 31/08/2022

Conforme a Constituição Federal de 1988, o estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. Entretanto, não é o que ocorre atualmente no Brasil com a democratização do acesso à cultura. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a concentração dos meios culturais nas metrópoles e o descaso do governo com a cultura.

Em primeiro plano, pode-se destacar a concentração dos meios culturais nas metrópoles. Desse modo, apontando dados do G1, quase 80% das cidades brasileiras não tem museus, 70% dos museus se concentram nas regiões Sul e sudeste. Dessa forma, pode-se concluir que a concentração dos museus é reflexo das disparidades das regiões do país e mostra como grande parte dos brasileiros não tem acesso à cultura.

Além disso, é notório o descaso dos órgãos públicos com a cultura e os meios culturais. Consoante a isso, tem-se o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro,  que ocorreu por falta de manutenção e cuidado com a estrutura. O museu era conhecido como um dos maiores de história natural do mundo, contia mais de 20 milhões de itens, em que grande parte foi perdida. Sendo assim, o descaso continuo com os meios culturais brasileiros mostra-se um grande problema.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a democratização do acesso à cultura no Brasil. Por conseguinte, cabe ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), investir em novos meios culturais e fazer a manutenção continua dos já existentes, por meio da utilização de verbas públicas, a fim de disseminar cultura por todo o país e para todos do país, além de cuidar do patrimônio cultural brasileiro. Somente assim, estarão de acordo com a constituição de 1988, garantindo o acesso às fontes culturais do brasileiras.