A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 02/09/2022
Conforme a Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais. Entretanto, não é o que ocorre atualmente no Brasil com a democratização do acesso à cultura. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a concentração dos meios culturais nas metrópoles e o descaso do governo com a cultura.
Em primeiro plano, pode-se destacar a concentração dos meios culturais nas metrópoles. Desse modo, apontando dados do G1, quase 80% das cidades brasileiras não possuem museus, 70% dos museus se concentram nas regiões Sul e Sudeste. Dessa forma, pode-se concluir que a concentração dos museus é reflexo das disparidades das regiões do país e mostra como grande parte dos brasileiros não tem acesso à cultura.
Além disso, é notório o descaso do governo com a cultura e os meios culturais. Consoante a isso, tem-se o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, que ocorreu por falta de manutenção e cuidado com a estrutura. O museu era conhecido como um dos maiores de história natural do mundo, contia mais de 20 milhões de itens, em que grande parte foi perdida. Sendo assim, o descaso contínuo com os meios culturais brasileiros mostra-se um grande problema.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter a democratização do acesso à cultura no Brasil. Por conseguinte, cabe ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), investir em novos meios culturais e fazer a manutenção contínua dos já existentes, por meio da utilização de verbas públicas, a fim de disseminar cultura por todo o país e para todos do país, além de cuidar do patrimônio cultural brasileiro. Somente assim, estarão de acordo com a Constituição de 1988, garantindo o acesso às fontes culturais brasileiras.