A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 01/10/2022
No conceito de ‘Banalidade do Mal’, da filósofa Hannah Arendt, é retratado, que o pior mal é aquele visto no dia a dia do país. Nesse sentido, a ausência de democratizar o acesso à cultura no Brasil é um mal cotidiano que ainda persiste na sociedade brasileira. Dessa forma, fica claro que o cenário nefasto ocorre em razão não só da negligência governamental, mas também da desigualdade social.
Precipuamente, é fulcral destacar a negligencia governamental. Nesse cenário, segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, a partir do ‘Conceito Cultural’ nem todos têm acesso aos mesmos tipos de atrações culturais. Por conseguinte, essa ideia mostra a desigualdade no campo cultural, já que alguns têm acesso a baile funks e outros a museus, o que mostra a falta de intervenção estatal como na criação de cinemas nacionais gratuitos. Assim, é necessário pressionar o executivo pela criação de projetos nacionais, que ampliem a admissão a cultura nacional.
Além disso, a desigualdade social corrobora com a problemática. Nessa perspectiva, conforme uma pesquisa apresentada em 2021 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) foi exposto, que o Brasil é o nono país mais desigual do mundo. Por outro lado, essa mazela desigual se reflete na cultura brasileira, já que não são todos que possuem condições financeiras de terem acesso a mesma o que causa a elitização desta. Logo, é fundamental expandir programas sociais, como o ‘Auxílio Brasil’ para amenizar este problema recorrente.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar os aspectos analisados. Por isso, para ampliar a conscientização da população, urge que o governo, junto a mídia, grande difusora de informação e veículo formador de opinião, façam campanhas que mostrem a criação de projetos nacionais, como por exemplo na construção de cinemas nacionais gratuitos atrelados a expansão de programas sociais, por meio de verbas governamentais. Somente assim, será possível superar o pior mal visto no conceito de ‘Banalidade do Mal’ de Hannah Arendt.