A democratização do acesso à cultura no Brasil

Enviada em 08/11/2022

A cultura e a arte são aspectos imprescindíveis da existência humana, para Aristóteles, estas seriam capazes de levar as pessoas ao estado de “catarse” representado por uma grande descarga de emoções, uma espécie de purificação dos sentimentos dos espectadores. Assim como na Grécia Antiga, a cultura é, ainda hoje, importantíssima para a sociedade, especialmente como maneira de aprendizado e reflexão sobre o mundo. Apesar dessa importância, o acesso à cultura no Brasil ainda é muito limitado e elitizado, excluindo grande parte da população.

Primeiramente, a Constituição brasileira de 1988 garante o acesso à cultura como um direito universal para a população, entretanto, apesar dessa garantia, o acesso à cultura é muitas vezes escasso para a população brasileira, sendo um dos motivos o alto preço necessário para acessar conteúdos e ambientes culturais. De acordo com a pesquisa do SIPS, apenas 31% da população não considera o custo um problema para consumir cultura atualmente.

Além disso, os ambientes onde a cultura considerada erudita está disponível são naturalmente excludentes das classes mais baixas, espaços como museus, teatros, orquestras, mesmo que fossem financeiramente acessíveis para toda a população, muitos se sentiriam desconfortáveis ao frequentar estes locais, que possuem regras implícitas de roupas, comportamento e linguagem.

Para resolver este problema social que degrada a qualidade de vida da população, o Governo Brasileiro deveria, por meio do Ministério da Cultura, promover a produção de obras culturais brasileiras, como filmes, álbuns musicais e peças de teatro, aumentando o acesso a estes por meio da redução de impostos e da criação de incentivos fiscais que aumentariam a presença da arte brasileira nos meios culturais e reduziriam os preços desta, permitindo que uma significativa parcela da população tivesse mais acesso à experiência cultural.