A democratização do acesso à cultura no Brasil
Enviada em 12/11/2022
Na perspectiva do economista Keynes, o governo deve criar um estado de bem-estar social, fornecendo qualidade de vida a todos os cidadãos. A partir dessa máxima, contextualiza-se o dever do Estado de garantir o acesso popular à cultura promovendo a democratização do acesso ao cinema no Brasil. Desse modo, torna-se imprescindível analisar as consequências da inoperância estatal diante desta temática, visando lidar com essa nefasta realidade.
Primeiramente, é importante ressaltar que o descaso governamental contribui para o agravamento do tema. Tal descaso se torna evidente em atitudes destrutivas ao nosso patrimônio cultural por parte do Governo federal, como a recente extinção do Ministério da Cultura. Além da falta de investimentos em cinemas de rua, um pilar essencial para democratizar o acesso à cultura em nosso país, tornando as salas de cinema acessíveis às camadas de baixa renda.
Além disso, a partir de meados da década de 1970, com o crescimento exponencial da população urbana, iniciou-se um processo de concentração das salas de cinema nos grandes centros urbanos, sendo privilegiadas áreas de maior renda. Tal processo junto aos preços cada vez maiores dos ingressos ocasionou num processo cada vez maior de exclusão das populações periféricas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, é evidente a necessidade da implementação de medidas interventistas. Desse modo, cabe à União, por meio da Secretaria Especial de Cultura do Ministério da Cidadania promover investimentos para a revitalização e construção de cinemas públicos. Além da criação de programas sociais para custear parte do valor dos ingressos para as populações carentes visando a democratização do acesso ao cinema no Brasil.