A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 24/02/2023
No Japão existe uma moda chamada “yaeba”, que é a atração por dentes tortos, porque, segundo os japoneses, o sorriso se torna mais inocente. No entanto, não é apenas questão de beleza, mas também do alto custo dos tratamentos odontológicos. No Brasil, a atração são dentes alinhados e brancos, além dos brasileiros se preocuparem com o estado dos dentes. Porém os procedimentos são caros dos serviços privados e a maioria da população desconhece os préstimos públicos de odontologia disponíveis.
Conforme o Mistério da Saúde, cerca de 39 milhões de brasileiros sofrem com a perda dos dentes e necessitam de algum tipo de prótese dental. Ainda mais, 41,5% da população acima dos 60 anos estão completamente sem dentes. Dito isso, grande parte do Brasil sofre com problemas dentários, mas não buscam tratamento, por causa dos preços altos de exames e consultas. Isso mostra a falta de conhecimento dos serviços gratuitos de dentistaria e a pouca propagação do próprio governo, o que prejudica a verba desses departamentos dificultando ainda mais a consciência desse setor.
Ademais, o desconhecimento das políticas públicas odontológicas desencadeia uma falta de investimento nesse área, por conta da baixa procura. Assim, profissionais preferem trabalhar em setores privados, ocasionando um desequilíbrio na distribuição de profissionais. Outrossim, o Brasil é um dos países com mais dentistas do mundo, de acordo com o Conselho Federal de Odontologia, e mesmo assim a população atormenta-se com a má distribuição e as dificuldades no acesso a esses serviços. Já que a maioria dos formados preferem trabalhar em clinicas exclusivas.
Em suma, medidas devem ser tomadas pelo Ministério da Saúde em conjunto com as prefeituras de cada região para resolver esse problema. Como a divulgação das clínicas públicas e explicações de como acessar esses serviços, por meio da mídia, como as redes sociais e canais abertos na televisão. Visto que pessoas mais velhas são mais familiarizadas com canais de TV. Por outro lado, o Ministério da Economia deve aumentar o investimento na área de saúde para mais profissionais optarem trabalhar em áreas públicas.