A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 26/02/2023
No livro: “Os Miseráveis”, romance Frânces, escrito por Vitor Hugo é retratado em plena Idade Média os desafios a cerca da higiene, dentre elas a bucal, cuja população no livro sofria dos maleficíos da falta de dentistas, como, perca de dentes e necessidade por próteses. Realidade a qual se perpetua em pleno século XXI no Brasil, apesar de uma grande massa de profissionais graduados, o país conta tanto com uma má distribuição geográfica destes dentistas, quanto a um ineficiente serviço público.
Primeiramente, vale ressaltar que o Brasil contêm 19% dos profissionais ao redor mundo, porém, que estão altamente concentrados no sudeste, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Expondo a exclusão que os outros estados sofrem, ao terem dificulade em achar dentistas e de se locomover para outras cidades em busca de melhores tratamentos.
Além disso, o Serviço Nacional Público odontológico, segundo o IBGE trata somente de 31% da população, isso se deve, ao baixo investimento e manutenção dos hospitais públicos e postos de Saúde, gerando um serviço precário e longas filas de atendimento. Levando os cidadãos que podem arcar com os custos a optarem pela área privada, enquanto isso os mais pobres continuam desassistidos odontológicamente.
Para que haja a democratização do acesso ao serviço de odontologia é necessário que por parte do Ministério da Saúde seja liberada maior verba de ação, para realizar manutenção em postos e hospitais, criação de postos em outros estados, sendo assim, incentivado a descentralização de dentistas oferecendo maiores salários para transferência para estados inalcançados. tendo realizado esses feitos seria possível aproximar-se da democraatização.