A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 25/02/2023

Promulgada em 1988, a Constituição Federal vigente assegura direitos fundamentais para a democracia e a vida digna de seus cidadãos. Porém, a falta de acesso ao atendimento odontológico e suas consequências, como o alto índice de crianças com cáries e outras doenças dentárias, interferem no sistema harmônico do Estado brasileiro. Dessa forma, para mediar a conjuntura, é imprescindível enunciar os pilares da adversidade: o fator social e a ineficácia governamental.

Diante desse cenário, é preciso explorar o quesito sociocultural e as suas implicações na temática. De acordo com Pierre Bourdieu, ‘’não há democracia efetiva sem um verdadeiro crítico’’. Sob tal perspectiva, no Brasil, a passividade na reflexão crítica do brasiliano sobre o acesso de todos aos serviços odontológicos destoa do progresso bourdieusiano e, com efeito, forma cidadãos sem interesse em resolver a recorrência de acesso da população aos serviços de odontologia. Consequentemente, essa ausência de autocrítica funciona como base para a intensificação da falta de acesso e conhecimento de serviços prestados por dentistas, fato que viola, novamente, a Contituição Federal. Destarte, analisar criticamente as relações sociais de um povo é essencial para dizimar o revés.

Por conseguinte, faz-se necessário lembrar que, de acordo com o artigo 196 da Carta Magna brasileira, ‘‘a saúde é direito de todos e dever do Estado’’. Segundo o mesmoartigo, o direito deve ser exercido mediante políticas sociais e econoômicas, visando a redução do risco de doenças. Assim, o Estado deve garantir que todos tnham acesso aos serviços de saúde de maneira universal e igualitária.

Portanto, medidas corretivas devem ser tomadas. Logo, o Ministério das Comunicações, por intermédio da coparticipação de programas midiáticos de alta audiência, deve discutir e elucidar o assunto, com o objetivo de mostrar as principais sequelas do problema e, de forma detalhada, esse órgão vai convidar dentistas para apresentar uma visão crítica e orientar os espectados a respeito do impasse discutido. Feitos esses pontos, com a criticidade proposta por Bourdieu, a sociedade brasileira terá uma vida digna, como prevê a Constituição Federal.