A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 04/03/2023

A questão da falta de democratização do acesso ao serviço de odontologia, embora não seja um tema amplamente debatido, é um problema muito presente. Essa situação adversa ocorre não só em razão da negligência governamental, mas também devido à indiferença da sociedade. Nesse sentido, é mister analisar as causas que contribuem para a continuidade desse revés.

Diante desse cenário, a Constituição Federal de 1988 determina o dever do Estado de garantir o bem-estar de todos os cidadãos. No entanto, essa norma constitucional não é plenamente garantida, haja vista a negligência do poder público em promover a democratização do acesso ao serviço de odontologia. Isso ocorre porque o Estado não disponibiliza verba para financiar uma política pública capaz de mudar essa conjuntura adversa. Consequentemente, esse óbice tende a se agravar.

Além disso, o sociólogo alemão George Simmel afirma que a sociedade contemporânea apresenta uma atitude indiferente diante de problemas sociais. Semelhantemente a essa tese de Simmel, a sociedade brasileira hodierna tem uma postura indiferente em relação à falta de a democratização do acesso a dentistas, pois não há mobilização popular para solucionar esse imbróglio. Essa insensibilida-de social é resultado de uma cultura individualista. Com efeito, há uma perpetua-ção dessa adversidade no corpo social. Logo, é crucial a adoção de medidas para arrefecer esse imbróglio.

Portanto, o Governo Federal – responsável pela promoção do bem-estar social – deve, por meio de verbas governamentais, criar um programa nacional de democratização do acesso ao serviço de odontologia. Essa proposta tem a finalida-de de mitigar essa problemática. Ademais, a mídia, por intermédio de campanhas publicitárias, deve combater a indiferença da sociedade em relação a essa crise.