A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 09/04/2023

Manoel de Barros, grande poeta pós modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste” cuja principal característica reside em dar valor às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, analisar a problemática a problemática da democratização do acesso ao serviço de odontologia. Nesse sentido, é importante verificar a seriedade do atendimento odontológico e como doenças bucais prejudicam a vida como um todo.

Diante desse cenário, destaca-se a falta de dentistas em hospitais públicos. Segundo a biologia do corpo humano, a boca é uma das regiões que mais guardam bactérias. Sob esse viés, profissionais que consigam monitorar a saúde bucal nos hospitais podem evitar, por exemplo, uma contaminação em massa. Desta maneira, fica evidente a relevância de dentistas nesses ambientes para garantir a segurança e saúde dos pacientes. Desse modo, urge a necessidade de alterações estruturais para aumentar o atendimento odontológico.

Ademais, as doenças bucais ferem o corpo todo. De acordo com a periodontia - estudo do periodonto - doenças periodontais tem como sintomas as dores gengivais, secreção, dores de cabeça, dificuldade em se alimentar, dor de ouvido, fraqueza, entre outras. Nessa perspectiva, é indispensável considerar o acesso ao serviço odontológico o melhor meio para reduzir o desconforto da população. Assim, o direito de todos será respeitado.

Por conseguinte, o Estado - na condição de garantidor dos direitos individuais - deve dar mais visibilidade aos dentistas, por meio de concursos para contratação desses profissionais, de forma que sejam selecionados indivíduos qualificados para os hospitais e pontos de saúde, uma vez que tais espaços padecem do acesso aos serviços de odontologia, no intuito de levar mais qualidade de atendimento aos brasileiros. Dessa forma, o Brasil irá se aproximar do ideal de Manoel Barros.