A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 26/04/2023
A Revolução Industrial de 1789 foi o berço de todos os direitos e deveres constituídos na contemporaneidade, tais quais a liberdade e a igualdade. No entanto, a questão da democratização do acesso ao serviço de odontologia é incongruente com esses princípios históricos em virtude de erros de entes públicos e coletivos. Assim, urge a análise precisa do imbróglio à luz de questões normativas e educacionais.
Dentro desse aspecto, Platão afirma que a política é a esfera para a realização do bem comum - o que não é levado a sério pelos estadistas. Nesse sentido, faz-se necessária a inclusão de pessoas com acesso limitado aos serviços básicos de sáude, porque, embora haja uma quantidade demasiada de profissionais da odontologia, capazes de suprir a necessidade do país, não há uma destribuição de forma igualitária que favoreça os menos previlegiados. Sendo assim, é importante a ação do governo, para tornar a sociedade livre de problemas de saúde pública maiores, bem como o bem estar do indivíduo a longo prazo.
Outrossim, é importante destacar que as lacunas escolares também são um motivo de óbice, uma vez que, um indivíduo que cresce sem noção da importância da examinação da saúde bucal, não saberá futuramente que este é um direito seu, quando surgirem os problemas. Tal problemática persiste, e gerará uma sociedade alheia aos riscos que a má condição bucal traz, sendo cada vez mais difícil remediar se não houver um cuidado antecipado. Logo, deve-se aplicar o pensamento de Nelson Mandela que afirma “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.
Portanto, é evidente que são fundamentais medidas para solucionar o entrave citado. Para isso, o Ministério da Saúde deverá investir mais no SUS ( Sistema Único de saúde) - no qual a maior parte das pessoas que fazem uso desse recurso são pobres, sem acesso à informaçao e pouco instruídos a respeito da importância da saúde bucal - por meio do aumento de profissionais odontólogos nos postos de saúde, hospitais e clínicas, e com campanhas pelas comunidades e escolas, com a finalidade de tratar casos já existentes, prevenir possíveis doenças e conscientizar toda população, menos favorecida, que saúde é para todos.