A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 21/04/2024

A Constituição de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde, destacando a necessidade de acesso universal a todos os serviços de saúde, incluindo os odontológicos. De maneira análoga, a democratização do acesso ao serviço de odontologia é um problema regular devido à má distribuição de profissionais e à situação econômica dos brasileiros no que se refere ao setor público e privado.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar à má distribuição de profissionais de odontologia pelo território nacional. Em áreas urbanas de grandes centros, é comum encontrar uma variedade de clínicas odontológicas privadas e públicos, bem como profissionais especializados em diferentes áreas da odontologia. No entanto, em regiões mais afastadas e zonas rurais, o número de profissionais é significativamente menor, o que dificulta o acesso dos moradores a tratamentos básicos, como limpeza e extração, bem como a procedimentos mais complexos. A escassez de profissionais em determinadas áreas acaba gerando uma concentração em outras, criando um cenário de desigualdade no acesso a esses serviços.

Além disso, à situação econômica dos brasileiros também impacta o acesso aos serviços de odontologia, tanto no setor público quanto no privado. A crise econômica e o aumento do desemprego tornam difícil para muitas famílias arcar com os custos de tratamentos odontológicos. No setor privado, os preços elevados de consultas e procedimentos são um obstáculo para a população de baixa renda, o que pode levar ao adiamento ou abandono dos cuidados bucais. No setor público, a alta demanda supera a capacidade do sistema, resultando em longas filas de espera e atrasos no atendimento.

Portanto, para melhorar o acesso à odontologia, é necessário adotar políticas públicas que promovam uma distribuição equitativa de profissionais e expandam a cobertura dos serviços públicos de saúde bucal. Incentivos para que dentistas atuem em áreas carentes e investimentos em infraestrutura remota são essenciais. Essas medidas visam garantir a todos os brasileiros, independentemente de sua localização ou situação econômica, o acesso ao direito constitucional à saúde bucal.