A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 23/04/2024

De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, o acesso à saúde é consagrado como um direito fundamental, assegurado ao cidadão. Ao determinar que o acesso à saúde é um dever do Estado, a Carta Magna estabelece assim a responsabilidade de proporcionar condições que garantam o acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde. No entanto, mesmo perante a legislação, persistem desafios significativos na democratização do acesso à odontologia no Brasil, como a falta de políticas públicas para a saúde bucal e diferenças socieconômicas que prejudicam a acessibilidade aos serviços odontológicos.

Primeiramente, segundo o Ministério da Saúde, os brasileiros, a partir dos 28 anos, já perderam cinco dos 32 dentes e, acima dos 60 anos, 41,5% da população está completamente sem a arcada dentária, tendo em vista que atualmente o serviço público cuida de apenas 30,7% dos serviços odontológicos prestados à população. Contudo, é evidente, a falta de políticas públicas capacitadas para cuidar da saúde bucal da sociedade brasileira.

Sob esse viés, pessoas de baixa renda e em situações mais vulneráveis não possuem acesso à consultas odontólogicas, e nem possuem dinheiro para tal chance. Dessa forma, a participação ativa de profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e comunidades é de extrema importância para moldar um futuro onde todos tenham acesso a tratamentos dentários de qualidade.

Portanto, é essencial o aprimoramento de políticas públicas para garantir acesso à todos. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela saúde pública no Brasil - promover campanhas regulares de saúde bucal, oferecer exames gratuitos, limpezas e tratamentos preventivos em comunidades vúlneráveis. Para que assim, a democratização do acesso ao serviço de odontologia deixe de ser um problema.