A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 30/03/2025

A Constituição Federal, em seu artigo 6º, prevé a saúde como um direito social. No entanto, no cenário brasileiro, esse direito não se efetivou, uma vez que o acesso à saúde bucal ainda não se encontra democratizado. A partir desse contexto, convém analisar as principais causas desse problema: a desigualdade social e a educação deficiente acerca do tema.

Em primeiro plano, é importante destacar a discrepancia social como uma das causas do revés. Conforme uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2020, 89% da população brasileira realizava higienização oral menos de duas vezes ao dia. Diante dessa ótica, compreende-se que isso ocorre pelo fato de nem todos os cidadãos não possuirem condições financeiras para adquirir escovas de dente e fio dental, por exemplo. Assim sendo, é nítido que a disparidade econômica dificulta que a saúde bucal se torne uma prática popularizada.

Além disso, outro obstáculo para a popularização dessa prática é a falta de eficiência do sistema público odontológico. Segundo dados publicados pelo site “mv.gov.br”, em 2010, o Brasil investiu 5% a menos na saúde do que na média mundial. Diante dessa ótica, è nitido que há falta de preocupação do governo em investir no atendimento público, visto que em diversos casos as unidades de atendimento se encontram congestionadas, sem servidores suficientes e recursos necessários.

Infere-se, portanto, que a saúde bucal não ainda não se tornou acessível a todos e, por isso, deve-se buscar soluções. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde principal órgão responsável pela saúde brasileira criar programas educacionais, a fim de informar a população sobre esse imbroglio. Tal ação deve ser realizada por meio de videos informativos e palestras públicas. Somente assim, o artigo 6º da Constituição será concretizado e não mais visto apenas como uma lei.