A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 30/03/2025
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a higiene bucal está intimamente ligada a outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares e diabetes, o que reforça a necessidade de uma atenção mais ampla. De maneira análoga, a democratização do acesso à odontologia deve ser vista como uma prioridade. Diante disso, cabe refletir acerca da escassez de profissionais às margens do país e da falta de infraestrutura adequada para compreender a exclusão do atendimento odontológico no país.
Diante desse cenário, é valido considerar a concentração de profissionais em grandes centros urbanos como principal fator catalisador do problema. Isso ocorre, pois, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, cerca de 70% dos dentistas estão localizados em áreas metropolitanas. Sob essa ótica é nítido que a população rural e periférica se encontra sem opções de atendimento, evidenciando a privatização prejudicial do serviço. Logo, a falta de acesso a esses serviços em muitas localidades reforça as desigualdades já existentes no sistema de saúde brasileiro.
Ademais, é relevante trazer em pauta a falta de conscientização sobre a importância da prevenção como uma causa direta do problema. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Odontologia (SBO), grande parte da população ainda não realiza consultas regulares ao dentista, o que perdura no aumento de doenças bucais como cáries e problemas gengivais. A partir disso percebe-se que a educação em saúde bucal, portanto, precisa ser incorporada de forma mais efetiva no sistema educacional e nas campanhas de saúde pública.
Portanto, a democratização do acesso à odontologia é danosa e é necessário combatê-la. Dessa maneira, é imperativo que haja aumento de investimentos no SUS e educação preventiva da população, tendo como principal agente o governo, por meio de subsídio a orgãos de saúde pública e campanhas publicitárias que alcancem as periferias, a fim de evidenciar a necessidade do uso de organizações que auxiliem o bem-estar populacional. Assim, garantindo que a saúde bucal seja verdadeiramente acessível para todos, independentemente de sua localização ou classe social, refletindo em uma sociedade mais justa e saudável.