A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 02/04/2025

A Constituição Federal promulgada em 1988 assegura a todos os cidadãos o direito à saúde. Entretanto, essa garantia muitas vezes é desvirtuada, já que o acesso ao serviço de odontologia ainda persiste como uma realidade limitada na sociedade brasileira. Esse cenário negativo se mantém tanto pela omissão governamental quanto pela desigualdade socioeconômica.

Diante desse cenário, é importante ressaltar que o problema tem raízes na falta de investimento público na odontologia preventiva. Conforme destaca o filósofo Thomas Hobbes, o papel do Estado é assegurar o bem-estar da população. Contudo, no Brasil, a oferta de consultas odontológicas é precária, refletindo na alta incidência de doenças bucais evitáveis. Esse comportamento estatal negligente contribui para a exclusão social daqueles que carecem de atendimento odontológico básico.

Ademais, a desigualdade econômica é um fator determinante na precariedade do acesso à odontologia. Segundo dados do IBGE, grande parte da população brasileira não possui condições financeiras para custear tratamentos dentários particulares, uma vez que os preços elevados tornam o serviço inacessível. Dessa forma, a falta de políticas públicas eficazes agrava ainda mais essa problemática, ampliando as disparidades sociais e comprometendo a qualidade de vida da população.

Portanto, é essencial reduzir os obstáculos que impedem o funcionamento de um sistema odontológico inclusivo. Para isso, cabe ao Governo, por meio de investimentos no Sistema Único de Saúde, ampliar a oferta de serviços odontológicos gratuitos, garantindo a acessibilidade para toda a população. Além disso, é fundamental que campanhas de conscientização sejam promovidas para incentivar a prevenção de doenças bucais. Somente assim, a sociedade brasileira poderá alcançar um patamar mais justo e igualitário no que se refere à saúde bucal.