A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 19/04/2025

A constituição Federal de 1988 garante a saúde como um direito de todos e dever do Estado, o que inclui a saúde bucal. No entanto, uma vez que o acesso ao serviço de odontologia no Brasil está diretamente ligado á desigualdade social e ecônomica, que se faz presente no cotidiano de inúmeros brasileiro limitando-os ao acesso do atendimento odontológico, revela não apenas um problema estrutural do sistema público de saúde, mas também um reflexo da marginalização histórica da odontologia em políticas comunitárias.

A princípio, é importante destacar que essa condição atinge cerca de 20 milhões de brasileiros. Com isso, mais da metade da população não contam com atendimento de dentistas. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma parcela significativa da população depende exclusivamente do sistema público de saúde, mas o número de profissionais e equipamento disponíveis está longe de atender a essa demanda. Muitas cidades do interior, por exemplo, não contam com acompanhamento odontológico regular, o que contribui para a expansão de doenças bucais que poderiam ter sido evitadas com prevenção e acompanhamentos contínuos. Essas restrições compromente não apenas a saúde dental, mas também o bem- estar geral do indivíduo, já que limitações dentárias podem afetar a alimentação e convívio social.

E, também vale ressaltar que tal problemática é associado a vergonha e descrédito em torno dos problemas dentários, como dentes faltando, desalinhados ou escurecidos. Por conseguinte, esse caso participa na inserção no mercado de trabalho e na qualidade de vida. Com isso, o cuidado bucal passou a se tornar um privilégio,e não como um direito básico, devido ao alto custo que são inacessíveis para grande parte da população. Essa lógica colabora para a perpetuação de ciclos de pobreza e exclusão. Portanto, é fundamental que o Estado reforce políticas públicas que garantam o acesso universal e igualitário aos serviços odontológicos. E ampliar o sistema de investimentos em profissionais da área. Assim com ações conscientes e coletivas, pode-se construir uma sociedade mais inclusiva e justa.