A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 21/04/2025
O acesso ao atendimento odontológico está longe de ser acessível a todos, o que demonstra desigualdades históricas e sociais que afetam principalmente as populações de baixa renda. A concentração de profissionais em regiões centrais, somada à ausência de políticas relacionadas com a prevenção bucal, dificulta o cuidado contínuo e reforça a exclusão de grupos vulneráveis. Diante disso, é necessário refletir sobre os fatores que impedem a descentralização de tal apoio essencial.
Primeiramente, a má distribuição de profissionais de odontologia e de clínicas públicas entre regiões periféricas agrava a exclusão de grupos desfavorecidos. Segundo dados do IBGE, áreas mais afastadas dos centros urbanos contam com poucos consultórios públicos e longos períodos de espera, o que compromete o atendimento de urgência e a realização de procedimentos básicos. Isso reflete em uma concentração de serviços em regiões centrais, em oposição às populações mais carentes.
Ademais, a ausência de ações educativas intensifica o problema, sem campanhas de orientação nas escolas e nas comunidades, muitos brasileiros recorrem ao atendimento apenas em situações de emergência, o que reduz a eficácia do cuidado contínuo. Essa falta de prevenção agrava doenças bucais que poderiam ser evitadas com medidas simples de higiene e informação.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão responsável por coordenar políticas públicas de atenção à saúde no país, amplie programas como o Brasil Sorridente e crie núcleos de atendimento odontológico em zonas vulneráveis, por meio de parcerias com prefeituras e concentrações de poder governamental locais, a fim de descentralizar o acesso e garantir atendimento contínuo e de qualidade à população excluída. Além disso, é fundamental investir em ações educativas nas escolas públicas, promovendo a prevenção e o cuidado desde a infância.