A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 16/04/2025

A Constituição Federal de 1988 assegura a saúde como um direito de todos e dever do Estado. No entanto, o acesso ao serviço odontológico ainda é desigual no Brasil, principalmente em áreas periféricas e regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Nesse contexto, torna-se urgente discutir os obstáculos à democratização da odontologia no país, como a desigualdade socioeconômica e a insuficiência de políticas públicas. A partir disso, é possível refletir, inclusive, por meio da metáfora contida no filme Procurando Nemo, a importância de um sistema inclusivo e solidário de cuidado e atenção.

Em primeiro lugar, a desigualdade social representa um entrave significativo ao acesso equitativo aos serviços odontológicos. Muitos brasileiros não conseguem arcar com os altos custos de tratamentos particulares, enquanto o sistema público, apesar dos avanços do SUS, ainda não consegue atender de forma eficaz à demanda. Essa realidade afasta a população mais vulnerável de cuidados básicos, o que agrava problemas de saúde bucal e impacta negativamente a autoestima e qualidade de vida.

Além disso, a falta de políticas públicas efetivas e de investimentos em infraestrutura nas regiões mais pobres intensifica essa exclusão. Postos de saúde sem profissionais especializados ou equipamentos adequados impedem que o serviço odontológico alcance todos. Essa situação pode ser simbolizada no filme Procurando Nemo, no qual o pequeno peixe é capturado e levado a um aquário, sendo privado de seu ambiente natural. Da mesma forma, milhões de brasileiros são “capturados” por um sistema que não os acolhe de forma justa, sendo privados do direito a uma saúde bucal digna. Contudo, a união e a solidariedade dos personagens do filme para resgatar Nemo remetem à necessidade de ações coletivas e políticas inclusivas que revertam esse cenário.