A democratização do acesso ao serviço de odontologia

Enviada em 20/04/2025

Acesso igualitário aos serviços de higiene e saúde bucal no Brasil ainda é um desafio a ser superado. Apesar de a Constituição de 1988 garantir o direito à saúde para todos os brasileiros, muitas pessoas ainda não conseguem atendimento odontológico adequado, especialmente as que vivem em regiões mais pobres ou afastadas dos grandes centros. Esse cenário de exclusão mostra a desigualdade no sistema público de saúde, que muitas vezes não tem estrutura suficiente para atender à população de forma justa. Nesse contexto, é possível defender que a falta de investimento e a má distribuição dos profissionais são dois dos principais problemas que dificultam o acesso da população aos dentistas.

Em primeiro lugar, a falta de investimento público em odontologia prejudica principalmente as camadas mais pobres da sociedade. Enquanto pessoas com melhores condições financeiras conseguem pagar por serviços privados, a maioria da população depende do Sistema Único de Saúde (SUS), que muitas vezes não oferece consultas frequentes, nem tratamentos mais complexos. Isso faz com que problemas bucais simples se tornem doenças graves. Como dizia o escritor Monteiro Lobato, “um país se faz com homens e livros”, o que pode ser interpretado como a necessidade de cuidar do povo, inclusive de sua saúde, para garantir o desenvolvimento do país.

Além disso, a distribuição desigual dos dentistas também contribui para a exclusão de muitas pessoas. Grande parte dos profissionais prefere trabalhar em cidades maiores, onde há mais oportunidades e melhor infraestrutura. Isso faz com que comunidades rurais ou regiões periféricas fiquem sem atendimento adequado. Com isso, muitas pessoas acabam convivendo com dor, perda de dentes e outros problemas e doenças que poderiam ser evitados com um cuidado básico e regular.

Portanto, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde geral da população, deve criar programas que incentivem os dentistas a trabalharem em áreas carentes, oferecendo salários maiores, moradia e apoio profissional, por meio de parcerias com universidades, que podem enviar alunos em fase final de formação para atuarem nessas regiões, supervisionados por professores, com o objetivo de aumento no número de atendimentos e a melhoria da saúde bucal da população.