A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 20/04/2025
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde como dever do Estado, mas, na prática, o acesso à odontologia ainda é desigual. Enquanto a elite usufrui de tratamentos avançados, a população carente enfrenta filas intermináveis e serviços precários. Essa realidade reflete a necessidade urgente de democratizar o atendimento odontológico, garantindo não apenas a universalização, mas também a qualidade do serviço. Para isso, é essencial ampliar a rede pública e promover políticas de prevenção.
Em primeiro lugar, a expansão da Estratégia Saúde da Família (ESF) é fundamental para levar atendimento odontológico a regiões periféricas. Segundo o Conselho Federal de Odontologia, menos de 30% dos municípios possuem cobertura adequada de dentistas na atenção básica. Investir em equipes multidisciplinares, como propõe a Política Nacional de Saúde Bucal, reduziria a carência de profissionais e tornaria o tratamento acessível.
Além disso, campanhas educativas são cruciais para prevenir doenças bucais. De acordo com a OMS, 60% das cáries poderiam ser evitadas com orientação adequada. Programas em escolas e comunidades, como o “Brasil Sorridente”, mostram que a educação em saúde diminui a demanda por procedimentos complexos, aliviando o sistema público.
Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com universidades e prefeituras, deve ampliar a oferta de consultórios odontológicos na ESF, por meio da contratação de mais cirurgiões-dentistas e da aquisição de equipamentos. Dessa forma, será possível reduzir as desigualdades regionais e garantir tratamento digno a toda a população.