A democratização do acesso ao serviço de odontologia
Enviada em 20/04/2025
A saúde bucal é parte fundamental da qualidade de vida e deve ser garantida a todos os cidadãos. No entanto, no Brasil, o acesso aos serviços odontológicos ainda é desigual e limitado, especialmente entre a população de baixa renda. O filme À Espera de um Milagre (1999) mostra como pessoas em situação de vulnerabilidade têm seus direitos básicos negligenciados, o que pode ser relacionado à falta de acesso a serviços essenciais como o atendimento odontológico. Nesse sentido, é necessário refletir sobre os fatores que impedem a democratização desse serviço e propor soluções efetivas.
Segundo dados do IBGE, cerca de 20% dos brasileiros nunca foram ao dentista, sendo a maioria residente nas regiões Norte e Nordeste. Isso se deve à má distribuição dos profissionais, à alta demanda e à falta de estrutura nas unidades públicas. Além disso, o alto custo de tratamentos em clínicas particulares torna a odontologia inacessível para grande parte da população. A ausência de políticas públicas consistentes voltadas à prevenção também contribui para o agravamento de doenças bucais que poderiam ser evitadas.
Diante disso, é essencial fortalecer programas públicos como o Brasil Sorridente, que promove atendimento gratuito pelo SUS. Investimentos em infraestrutura, contratação de dentistas e distribuição de materiais básicos são medidas urgentes. A pesquisadora Heloísa Pimenta ressalta que a educação em saúde bucal nas escolas é uma ferramenta eficaz de prevenção, pois promove hábitos saudáveis desde a infância. Além disso, campanhas de conscientização podem ampliar o alcance da informação e reduzir o preconceito em relação à saúde bucal.
Portanto, para garantir a democratização do acesso à odontologia, o Ministério da Saúde deve investir na ampliação do atendimento odontológico público, por meio do reforço ao Programa Brasil Sorridente, priorizando regiões carentes. A ação deve ocorrer por meio da contratação de profissionais, distribuição de kits de higiene bucal e realização de mutirões. Com isso, será possível reduzir desigualdades, promover prevenção e assegurar a saúde bucal como um direito de todos.