A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 04/11/2021
O processo de globalização na área tecno-cientifíca expandiu-se exponencialmente desde o fim da Segunda Guerra Mundial, resultando em avanços medicinais, na agricultura e outras diversas êsferas da sociedade. Todavia, o cenário brasileiro atual caminha em contramão a essa realidade, padecendo com uma potente desvalorização da ciência. Essa conjuntura deriva claramente da negigência estatal, que enfraquece o desenvolvimento de produção cientifíca no país. Dessa maneira, entre os princípios que sustentam essa realidade, pode-se salientar a concepção capitalista e ausência de investimento.
Em primeira ánalise, torna-se claro como a mentalidade capitalista aprofunda a desvalorização cientifíca. Esse cenário surge da cultura imediatista de representantes políticos, que priorizam medidas para gerar lucro a curto prazo, invisibilizando a importância da ciência no campo econômico e social. Tem-se como consequência disso o impedimento dos avanços cientifícos no país, uma vez que os profissionais não possuem verbas para desenvolver um futuro sustentável e produtivo. Exemplifica-se essa vicissitude a partir de um noticiário recente da CNN Brasil, informando que, o governo realizou um corte de mais de noventa por cento da verba destinada à ciência e tecnologia, ao mesmo tempo em que o Congresso aprovou um aumento expressivo no fundo eleitoral para 2022, segundo o jornal G1.
Além disso, percebe-se que a ausência de investimentos gera a desvalorização da ciência no país. Essa situação ocorre, pois, a produção cientifíca nacional permanece barrada sem incentivo econômico governamental, o que legitima o empobrecimento e até paralisa os estudos, em virtude do desamparo dos pesquisadores. Resulta dessa situação a fuga de cérebros no Brasil, que consiste na saída de estudantes do páis em busca de valorização no exterior, de acordo com o jornal Estadão, o número de brasileiros nessa situação aumentou em quarenta por cento, só no último governo.
Mediante ao exposto, percebe-se como a desvalorização da ciência surge da negligência do Estado. Para combater esses empecilhos, o governo federal deve atuar por meio de um Plano Nacional ao Incentivo Cientifíco que, a partir do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação, conceba um aumento necessário destinado às bolsas de pesquisas, a fim de romper o imediatismo governamental e manter as produções cientifícas. Ademais, ainda nesse plano, o Ministério da Economia deve promover incentivos ficais às empresas privadas que financiarem pesquisas nacionais, para incentivar o progresso nacional.