A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 29/04/2019
Steve Jobs sintetiza uma das atividades de maior crescimento na contemporaneidade, cujos efeitos se apresentam com beneficência, quando afirma que a tecnologia move o mundo. Nesse sentido, observa-se que a ciência tem revolucionado muitos aspectos da vida cotidiana e tomado destaque na resolução de conflitos acerca de variados pormenores. Entretanto, no Brasil, o quadro em questão não recebe valorização adequada, situação que dificulta a modernização do país. Logo, é preciso despertar para a importância dessa ferramenta, e intensificar sua presença no cenário brasileiro.
Por esse prisma, a Guerra Fria representou o ápice do desenvolvimento tecnológico e foi responsável pela consolidação da globalização que se faz permanente até o os dias atuais. Nessa perspectiva, são notórios os avanços na saúde, por meio de descobertas de tratamentos e vacinas, e no meio ambiente, com contribuições para a sustentabilidade. Ademais, a indústria alimentícia destaca-se com a presença de transgênicos, e a energética com o estudo de energias renováveis e auto-suficiência. Desse modo, é possível reafirmar a relevância e a indispensabilidade de investimentos nos setores científico e tecnológico, sobretudo, nas áreas de pesquisa. Em suma, é importante se espelhar em países já evoluídos nesse aspecto, a fim de promover a prosperidade nacional.
Sob essa ótica, a série “Big Bang: a teoria” representa com fidedignidade um fenômeno progressivo no Brasil conhecido como “fuga de cérebros”, que consiste na migração pela busca de valorização científica e tecnológica. Por esse viés, diversos fatores dificultam a extinção da adversidade e colaboram com sua expansão.. Em primeira análise, observa-se o curto investimento por parte do Governo, visto que a austeridade contribui para a não prioridade científica. Em segunda análise, o complexo do vira-lata faz com que o brasileiro enxergue com naturalidade seu atraso tecnológico e não exija do Estado o incentivo necessário. Dessa maneira, comprova-se a urgência de reavaliação da conjuntura tratada.
Portando, medidas são imprescindíveis para resolução da problemática supracitada. Para tanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) promover maior incentivo aos pesquisadores brasileiros, por meio de investimentos financeiros, além de realizar parcerias com a mídia para fins de divulgação dos avanços e das conquistas do País. Tais ações devem ser realizadas com o intuito de abrir maior espaço para as ciências tecnológicas no cenário brasileiro a fim de valorizar a população técnica. Em resumo, com essas atitudes o Brasil receberá lugar de destaque no âmbito mundial.