A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 23/09/2019

Segundo a constituição federal promulgada em 1988 é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação, tecnologia e inovação. Contudo, a desvalorização da ciência é um impasse atual e ocorre devido a falta de investimento pelo poder público e pelo lapso de valorização da mídia acerca dos avanços científicos brasileiros.

Em princípio, o Brasil é um país considerado propício ao desenvolvimento econômico devido a seus ricos recursos naturais. Todavia, o imediatismo e a superficialidade – tendências comportamentais da modernidade de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman – evitam que o conhecimento científico ganhe força pelo fato de ser construido através do tempo. Assim, o Governo corta capital destinado a ciência na pespectiva  de não ser uma área que dar retorno imediato.

Outrossim, no ano de 2016, o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis produziu um exoesqueleto que possibilitou um indivíduo paralítico dar o primeiro chute da copa mundial de futebol. Entretanto, situações como esta pouco são relatadas pela mídia, que muitas vezes dão preferência a matérias sensacionalistas, e por consequência não valorizão o desenvolvimento tecnológico e científico brasileiro, ainda, levando diversos cientistas a procurar  reconhecimento em outros países.

Portanto, é dever do Estado brasileiro por meio do poder executivo delimitar um pencentual maior de investimentos no estudo da ciência, mediante a mentalidade de que a busca por conhecimento hoje fará uma grande diferença na saúde, educação e tecnologia do Brasil do futuro. Ademais, o Governo deve agir em parceria com o Ministério de Mídia e Tecnologia por meio de campanhas públicas de comunicação. Assim, ordenar o aumento de no mínimo 8% em propagandas e programas voltados para a ciência para que a populção esteja ciente dos avanços científicos do país, e desse modo valorize o trabalho dos cientistas e o crescimento que eles proporcionam a pátria brasileira.