A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 08/07/2019
A partir dos anos 1970, o mundo se inseriu na Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técnico-científica, onde o conhecimento passou a ser o bem mais valioso de uma nação. Contudo, no hodierno cenário brasileiro, vemos que o campo da ciência passa por uma crise, dificultando o desenvolvimento nacional devido sua desvalorização e cortes realizados nessa área.
Nesse sentido, o físico americano Edward Teller afirma que a ciência de hoje é a tecnologia de amanhã. Sendo assim, o incentivo a pesquisa pode gerar para o país um grande aumento em sua tecnologia, seja no setor da saúde, agropecuária, mineração ou qualquer outro. Essas descobertas são essenciais para o crescimento econômico de um país e sua acensão no rol dos países desenvolvidos, já que podem ser vendidas por valores altos e não haverá necessidade de sua compra por serem pertencentes à nação.
No entanto, o Brasil tem tomado rumo contrário a esse avanço. Isso porque, o governo realizou cortes de 30% no orçamento das universidades federais, que são os tecnopolos (centro de pesquisa e desenvolvimento) nacionais. Por conseguinte, a falta de verba impossibilita o avanço de pesquisas, que fará a pátria permanecer em posição de subdesenvolvida e dependente de outras nações.
Mediante ao elencado, urge a necessidade de mudanças nesse cenário. Primeiramente, cabe ao Governo Federal remanejar o corte de verba no setor da educação para outro que não prejudique tanto o desenvolvimento nacional. Além disso, o Ministério da Educação junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deve fazer parcerias com empresas públicas e privadas para essas financiarem e incentivarem pesquisas em diferentes áreas, gerando benefícios para si e ao país. Isso valorizará a ciência e desenvolverá o Brasil, o capacitando a ser cada vez mais rico e evoluído, fazendo jus ao seu lema, “Ordem e Progresso”.