A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 07/05/2019

Segundo Sir Arthur Lewis, economista britânico, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”. No Brasil, pelo contrário, a educação e a ciência são vistas como despesas, tanto que atualmente, sofrem cortes sucessivos no orçamento. Hoje, as que mais sofrem são as universidades públicas, tecnopólos brasileiros, assim, prejudicando o avanço da ciência no Brasil.

A pesquisa Nacional nos últimos anos tem avançado bastante. O Brasil se encontra na 13º posição na produção científica global, segundo a CAPES. Entretanto, é provável que esse cenário mude após tantos cortes no orçamento das instituições federais. Um deles, foi o bloqueio de 30% na verba e a motivação foi o baixo desempenho acadêmico. Todavia, não é isso que os dados mostram: segundo a CAPES, o Brasil corresponde à 13º posição na produção científica global, além disso, mais de 90% dos artigos científicos publicados referem-se às universidades públicas.

Por outro lado, também houve um corte de 42% no Ministério da Ciência, o que prejudica o cumprimento das funções da CNPq, a maior agência federal de fomento à pesquisa, que só conseguiria manter suas funções até setembro de 2019, segundo o presidente do órgão Marcelo Morales. Certamente, isso prejudicará o Brasil no setor de desenvolvimento e inovação tecnológica.

Com tudo isso, universidades e pesquisas perdendo investimentos é de grande importância que o Ministério da Educação e o Governo Federal volte atrás no bloqueio nos investimentos, tanto nas instituições federais,  melhorando sua infraestrutura, como na área da ciência e tecnologia, com o fomento à pesquisas nacionais, é preciso que esses cortes sejam feitos em áreas de menor importância, afim de que o desenvolvimento científico e o crescimento do país não sejam prejudicados.