A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/05/2019
Mesmo após a instauração da república democrática brasileira, pautada nos ideais iluministas e positivistas, a ciência nacional perde espaço e põe em risco os fundamentos do país. A partir dessa perspectiva, é evidente a desvalorização do saber metodológico, por parte da sociedade e de seus representantes políticos. Sendo assim, os profissionais ligados a tal campo são prejudicados, e a organização social civilizada torna-se instável.
Nesse contexto, a sobreposição da emoção em detrimento da razão é cada vez mais comum e foi o aspecto elementar para a imensa duração do período medieval. Desse modo, o distanciamento público do conhecimento científico produz alienação e selvageria, componentes semelhantes ao estado de natureza hobbesiano. Logo, o próprio sistema político está, devido à presente situação, sob ameaça.
Outrossim, segundo a consultoria Thomson Reuter, o Brasil já foi responsável por cerca de 2,6% da produção acadêmica mundial. No entanto, os intelectuais responsáveis pelo feito não possuem reconhecimento profissional amparado pela lei nacional, que desconhece o ofício de cientista. Dessa maneira, um instrumento essencial ao desenvolvimento socioeconômico do país é negligenciado por este próprio ao desvalorizar os produtores desse material.
Portanto, é mister que o Estado nacional, e as categorias afetadas solucionem tal problemática. Para isso, o Ministério da Economia deve acatar a lei que certifica os cientistas como profissionais legítimos, por meio da mobilização popular, organizada por acadêmicos brasileiros, em prol da referida regulamentação, como com a criação de páginas virtuais interativas acerca do tema voltadas ao público de massa. Só assim, será possível garantir a manutenção do estado civil, assegurando os ideais iluministas que sustentam o país.