A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 07/06/2019
Segundo a National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos, no ano de 2016, o Brasil teve um aumento de 89% no número de artigos científicos publicados. Entretanto, o país apresenta uma grande distância das economias que estão no topo do ranking mundial devido ao baixo investimento em ciência no país e a ausência de formações de cientistas. Com efeito, evidencia - se a necessidade de promover melhorias no ramo científico do Brasil.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a ciência não é priorizada no Brasil de forma correta. Prova disso é que no ano de 2019, o presidente da República Jair Bolsonaro anunciou o contingenciamento de uma parte do orçamento das universidades públicas de ensino (produtoras de mais de 90% da produção científica do país). Nesse sentido, a ciência brasileira está longínqua de ser abordada com favoritismo.
Além disso, a baixa formação de cientistas afeta a qualidade da ciência no país. Embora, o Brasil apresente diversas iniciativas que despertem o interesse pela mesma aos jovens, há obstáculos na educação básica, período no qual o professor deve aproximar a criança a ciência e isso acaba gerando como consequência a falta de interesse de pessoas no âmbito. Logo, a educação básica precária é responsável pela quantidade reduzida de cientistas.
Portanto, a valorização da ciência tem que se tornar indispensável no Brasil. O Ministério da Economia juntamente com o Ministério da Educação, deve destinar mais de R$400 bilhões por ano para a ciência e a tecnologia, distribuíndo essa quantia entre as universidades e institutos federais e promover uma melhor formação de professores da educação básica (peça fundamental nesse quesito) , promovendo cursos de aperfeiçoamento em áreas como matemática, física e química. Dessa forma, o país apresentará um desenvolvimento no ramo científico considerável, gerando diversas descobertas que afetarão positivamente a população. Só então seremos uma sociedade que busca melhorias na qualidade de vida.