A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 17/06/2019
Desenvolvida em 1950 pelo engenheiro agrônomo Norman Bolaug, a Revolução Verde teve como objetivo o aumento da produção de alimentos. Porquanto, isso só foi possível graças aos investimentos maciços em ciência e tecnologia. Hodiernamente, a ciência vem sendo desvalorizada no Brasil e isso tornou-se um problema. Diante dessa perspectiva, cabe analisar fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, cabe pontuar que há um baixo investimento do Estado, na ciência. Comprova-se isso, por meio da pesquisa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC, de cada 100 reais gastos pelo Governo Federal apenas 32 centavos é destinado a inovação. Desse modo, com esse baixo recurso o país se torna atrasado tecnologicamente e menos competitivo no cenário mundial, além disso, acontece o “êxodo de cérebros” para outros países, fazendo com que o Brasil se torne mais atrasado.
Ademais, uma consequência direta dessa problemática é refletida na qualidade de vida da população brasileira. De acordo com o filosofo Platão, o importante não é apenas viver, mas viver bem. Todavia, não há como isso se concretizar se a ciência é desvalorizada, isso impossibilita por exemplo, descobertas de curas para antigas e novas doenças, ausência de empregos em novas áreas tecnológicas e principalmente, a preservação ambiental.
Em suma, medidas são necessárias para resolver o impasse da desvalorização da ciência no Brasil. Logo, é imprescindível que o Governo Federal, sintetize leis que garantam um maior direcionamento de verbas para o Ministério da Ciência e Tecnologia, com o objetivo de investir em novas tecnologias, garantindo que a população desfrute dos benefícios do avanço da ciência, por meio do melhoramento da medicina, de novas formas de emprego e possibilitando que o país se torne mais competitivo.