A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 11/06/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas, assegura a todos os indivíduos o direito à educação e bem-estar social. Entretanto, o precário investimento nas pesquisas científicas e a desvalorização dos acadêmicos tornam-se barreiras para a valorização da ciência no Brasil. Dessa forma, evidencia-se a necessidade de promover melhorias nos aspectos educacionais e políticos.
Nessa circunstância, a educação de senso crítico é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hoje, ocupando uma boa posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e esse contraste sócio-político é refletido na população. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, justifica-se a realidade da desvalorização científica, já que 90% das universidade tiveram cortes nos orçamentos. Dessa forma, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire torna-se possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e em seguida libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado, o senso comum.
Outrossim, ainda que a Constituição Cidadã assegure o direito à vida e liberdade, faz-se primordial a fiscalização por parte das camadas sociais para um cumprimento efetivo de sua real função. Nessa perspectiva, consoante a visão do médico Drauzio Varella, não é dever do Estado proteger o cidadão do mal causado a si mesmo, e sim defendê-lo do que possam fazer contra ele, visto que negar o dever da responsabilidade é, de fato, direcionar o gerenciamento à negligência. Dessa maneira, em uma realidade social de generalização nacional, urge a necessidade de alterações estruturais para que o aparato estatal não seja um propulsor das desigualdades ao limitar o progresso acadêmico.
Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Dessa maneira, é preciso da atuação mútua entre Estado, educação e população. A esfera maior, por meio da sua autonomia, deverá investir na formação universitária, criando projetos inter-disciplinares que possam englobar várias áreas do conhecimento ao gerar desenvolvimento para o país e preparação no mercado de trabalho. É imprescindível também, que a escola ofereça uma disciplina de conhecimento tecnológico, por meio de sua inclusão na Base Comum Curricular, causando um importante impacto na construção da consciência coletiva. E a sociedade, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática, por intermédio de pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Assim, o princípio isonômico da Declaração Universal dos Direitos Humanos será validada e toda humanidade irá desfrutar das conquistas tecno-científicas.