A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 15/08/2019
A Idade Média foi considerada por muitos o período das trevas, devido uma visão preconceituosa dos renascentistas que analisavam o Medievo como uma época de retrocesso. Entretanto, foi nessa fase que surgiram as universidades como fontes de pesquisas, sendo uma herança que prevalece hodiernamente. Em vista disso, o Brasil enfrenta uma grande desvalorização nessa questão, pois não há investimento necessário para ciência e tecnologia, o qual prejudica a saúde, educação e a economia do país. Logo, é necessário que o Estado rompa com o desapreço que possui com a ciência brasileira.
A priori, segundo a “Web Science”, 99% das pesquisas científicas do Brasil são feitas em universidades públicas. Dessa forma, é responsabilidade do Governo Federal preservar e manter essas instituições. Em contrapartida, a ascensão do capitalismo pós-Guerra Fria fez com que a maioria das pessoas colocassem o lucro em primeiro lugar e esquecessem do desenvolvimento da nação, fazendo com que a realidade fosse outra, como no Brasil, em que o principal problema é falta de investimentos e desvios dos recursos destinados à ciência. Prova disso é que de acordo com O Globo, diminuiu em 42,2% o orçamento para pesquisas em 2019. Portanto, o descaso da pesquisa científica revela uma violência do Estado com o próprio país. Posto isto ,assim como já dizia Jean Sartre: “A violência, seja qual for a maneira que ela se manifesta é sempre uma derrota”.
A posteriori, as consequências da desvalorização da ciência são inúmeras, como: emigração dos estudantes graduandos para outros países, falta do desenvolvimento de vacinas e métodos que amenizam ou curam doenças e a escassez de novos recursos para proteção do meio ambiente. Isto posto, o problema está longe de ser solucionado, pois a situação das universidades que são as fontes de ciência, deterioram-se a cada dia com a ausência de materiais e investimentos necessários para estudos. Sob esse viés, é vital adotar a postura de países desenvolvidos, como a Alemanha, que segundo O Globo, destinou 160 bilhões de euros para universidades e pesquisas em 2019.
Diante disso, cabe a Receita Federal destinar maior parcela de investimentos e recursos para ciência brasileira, criando contratações para Institutos de pesquisas destinada a estudantes graduandos. Com isso, ocorrerá o incentivo de participação da ciência e a não realização de cortes na área de pesquisas a cada crise econômica, pois são a partir delas que há o desenvolvimento da educação, saúde e economia. Outrossim, é essencial que o Ministério da Educação crie métodos para facilitar a expansão da pesquisa científica, como: oferecer bolsas e financiamentos para pesquisas e deliberar mais recursos para o ensino de ciência nas escolas. Desse modo, os jovens adotarão uma uma postura crítica e cidadã acerca do desenvolvimento da nação.Assim,a herança do Medievo voltará.