A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 17/06/2019

No Brasil contemporâneo, existe uma grande desvalorização da ciência. Isso se deve à falta de investimentos governamentais, acarretando a escassez de indivíduos dispostos a exercer essa profissão, sobretudo pelos baixos valores de remuneração e pela não regulamentação do ofício. Logo, são necessárias ações do Estado em parceria com empresas privadas, visando o enfrentamento dessa situação.

Segundo  o Ministério da Ciência e Tecnologia, apenas 1,6% do PIB nacional é destinado para pesquisa, e a remuneração desses profissionais não ultrapassa R$3.700,00. Com essa desvalorização, falta mão de obra qualificada para a categoria, já que o baixo salário não preza de maneira adequada pelo trabalho do pesquisador. Tal situação ocasiona o regresso do país no âmbito científico, em relação à outros países, como os Estados Unidos.

Ademais, a maior parte da produção científica brasileira é feita por pesquisadores com status de professores, porque a profissão não é regulamentada. Além disso, enquanto pesquisadores, esses professores devem cumprir uma carga horária, que impossibilita a dedicação à pesquisa. Segundo o IBGE, a maioria dessas pessoas fica concentrada nas universidades públicas, nas quais ingressam por meio de concurso público.

Portanto, a desvalorização da ciência no Brasil é um assunto muito recorrente. Nesse sentido, o Estado deve fortalecer o Capes, por meio do aumento de investimentos, valorizando da forma correta a mão de obra brasileira. Além disso, em parceira com o Governo, empresas privadas no ramo cosmetológico, por exemplo, devem promover a contratação desses profissionais, inovando seus produtos. Logo, a ciência nacional será vista com bons olhos mundialmente.