A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 22/06/2019

A ciência brasileira vem, desde 2016, sofrendo corte nos seus recursos, com a justificativa do governo de que o país precisa de austeridade para que possa crescer. Todavia, é importante notar que uma nação que não investe em pesquisa é incapaz de sair da periferia da economia mundial. Nesse contexto, é imprescindível analisar essa problemática para entender o papel que a ciência exerce no país e buscar soluções para as dificuldades que ela está passando.

Celso Furtado, importante economista do século XX, considerava que os países emergente atuam no cenário econômico global como dependentes das nações desenvolvidas, que controlam o capital financeiro e tecnológico. Para Furtado, a unica maneira de um país sair de sua condição de subordinação é através de um projeto desenvolvimentista nacional. Nessa óptica, a ciência tem um papel fundamental, pois é através da pesquisa que uma nação capacita suas industrias para competir em escala global.

Ademais, é válido ressaltar que, o bem estar social está intrinsecamente ligado à capacidade do Estado de desenvolver e fornecer serviços de qualidade para a população. A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) é um exemplo de destaque nesse quesito, sendo responsável por tecnologias como os poços artesianos e as cisternas que são utilizados no semiárido nordestino, ajudando a combater a seca. Casos como esse deveriam ser incentivados e divulgados, informando a população do potencial transformador que uma pesquisa pode ter.

Torna-se evidente, portanto, que o financiamento da ciência brasileira é de suma importância tanto para área econômica, quanto para a área social do país. Cabe à população exigir de seus governantes, maiores investimentos nas Secretárias de Ciência e Tecnologia, sendo o papel do Executivo desenvolver programas de incentivo e popularização das ciências. Somente dessa forma, o Brasil se tornará um país desenvolvido.