A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 11/07/2019

BRASIL: UM PRÓSPERO RETROCESSO

O Brasil viveu no primeiro semestre deste ano com as ruas lotadas, lotação esta composta por alunos e professores universitários protestando contra a boa nova do presidente: o congelamento de bilhões de reais destinados a gastos nas universidades federais. A proposta, no entanto, pode não só gerar problemas futuros na carreira dos mencionados universitários, como pode agravar problemas já existentes nas universidades públicas. Diante disso, vale o aprofundamento das consequências geradas por este congelamento frente aos fatos que motivaram todos a ocuparem as ruas.

Uma vez ao ano, o país encara a realidade de milhões de jovens realizando o Enem onde eles, ao serem aprovados, são inseridos nas universidades públicas. Dentro das universidades, os recentes alunos adquirem a oportunidade de realizar pesquisas e futuras pós-graduações que dependem tanto de financiamento em dinheiro quanto de recursos materiais para desenvolvê-las e tal financiamento provém da verba destinada à educação.

Consequentemente, o congelamento da verba destinada à educação compromete severamente não só as pesquisas como também a formação desses alunos. Segundo a CNPq, as instituições públicas vêm sofrendo crise financeira desde 2016 e com o anúncio do congelamento a situação tenderia a piorar. Institutos Federais, como o Ifes anunciou um possível fim das atividades conforme relatou a Folha Vitória devido à falta de verba para a aquisição de materiais, pagamento aos funcionários e até para contas básicas como luz, água e manutenções estruturais. Sem atividades no campus, não há aulas e não há oportunidades para alunos se graduarem.

Diante dos fatos, mobilizações nas ruas são fundamentais para que as insatisfações dos cidadãos brasileiros ganhem visibilidade para que assim autoridades como o governo federal reconheçam que educação e pesquisa são fundamentais para a formação de cidadãos e para um país próspero.