A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 23/07/2019
Pouco incentivo, pouca visibilidade, ciência estrangeira sobrepondo-se à nacional e uma crise econômica. Sendo que os dois últimos fatores são os que mais retardam o desenvolvimento da ciência brasileira, e tornaram-se grandes problemas para a sociedade contemporânea. Desse modo, é de extrema importância analisar o que impede o desenvolvimento dessa área.
Já que a alta burocratização de processos enfraqueceu as pesquisas, por causa da lentidão em avaliar pedidos. Como também, impede que muitos estudos sejam realizados por falta de materiais, visto que a alfândega retém os equipamentos importados por um longo período, que em muitos casos é necessário descartar os compostos, fazendo com que seja mais viável o sucateamento de equipamentos e maquinas. Conforme a Revista Galileu, quase todos os cientistas precisam importar materiais, sendo que 75% já perderam material por ficar muito tempo estagnado na alfândega.
Ainda que o estado brasileiros esteja enfrentando uma crise econômica, cortar gastos na ciência não é a solução. Uma vez que, instituições federais geram novos conhecimentos, tecnologias e produtos que serão mais baratos por se tratar de uma produção nacional, no entanto essas pesquisas são deixadas de lado para dar mais visibilidade aos produtos estrangeiros. De acordo com o site OEC World, em 2017, o Brasil importou 140 bilhões, tornando-se o 31º maior importador do mundo.
Fica claro, portanto, que o Brasil ainda possui uma grande presença de importações, desvalorizando suas pesquisas. Dessa maneira, a câmara dos deputados deverá desenvolver leis para que a indústria interna receba benefícios de acordo com a sua área por um tempo determinado, que deverá enfatizar o setor de ciências, para que a economia cresça de maneira mais organizada.