A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 01/08/2019
É indubitável que a ciência é fundamental para a sociedade. Um exemplo desse fato foi a Revolução Verde que, com a invenção de novas tecnologias, revolucionou a produção de alimentos no mundo. É imperioso, portanto, que os países invistam em pesquisa para se desenvolverem. No entanto, no Brasil, seja pelo descaso do governo, seja pela falta de incentivo e informação à população, a ciência é extremamente desvalorizada, trazendo grandes danos ao desenvolvimento do país.
Primeiramente, é válido destacar a importância da ciência para a sociedade. Os povos primitivos, por exemplo, após a descoberta do fogo, revolucionaram seu modo de vida. Hoje em dia, avanços na agricultura e maior produção de alimentos, melhores na comunicação e no acesso à informação com a internet, e o aumento da expectativa de vida com a invenção de novos tratamentos para doenças são apenas alguns dos benefícios trazidos pelas tecnologias feitas com ciência. Percebe-se, então, que, com ciência, o ser humano pode descobrir e criar novas maneiras de se desenvolver.
Entretanto, o Estado brasileiro não dá a devida importância para a pesquisa. Por ser um país agroexportador, o governo deixa de investir em ciência e prioriza a produção de commodities. Porém, ao priorizar produtos de baixo valor agregado, o brasil enfraquece sua economia, o que afeta todos os âmbitos da sociedade e seu crescimento.
Outrossim, a ciência é extremamente desprestigiada em nosso país. Tanto pela remuneração ínfima e pelas péssimas condições e possibilidades de realização de pesquisas, quanto pela falta de incentivo aos jovens a ingressar em uma profissão que nem mesmo é regulamentada, os atuais e futuros cientistas não se sentem motivados a trabalhar. Assim, essas pessoas vão buscar oportunidades em outros países, a chamada “fuga de cérebros” que deixa o país carente de mentes que poderiam revolucionar com descobertas e tecnologias.
Nota-se, então, a necessidade de mudanças nesse cenário. Antes de tudo, o governo deve mudar sua postura em relação a ciência e trata-la como um investimento para o país, direcionando uma maior parte dos impostos arrecadados para as universidades e institutos de pesquisas, além de regulamentar a profissão de cientista e estabelecer um piso salarial adequado. Também, deve-se incentivar os jovens a ingressar na carreira, para isso, o MEC deve inserir na grade curricular de ensino aulas práticas de ciências e tecnologia, como aulas de robótica.