A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 18/07/2019

+  O valor agregado ao meio científico brasileiro

Nikola Tesla foi um físico austro-hungáro que, ao migrar para os Estados unidos e estabelecer contato com a até então emergente ciência da engenharia elétrica, durante a vida patenteou mais de 700 de suas pesquisas, muitas dessas utilizadas até a década atual. O Brasil, assim como a antiga Áustria, faz baixo investimento na ciência. Desse modo, o contato do povo brasileiro com a ciência se torna baixo e os raros cientistas que ganham destaque buscam investimentos internacionais para as pesquisas.

Em primeiro plano, a ciência , assim como as demais áreas de conhecimento, necessita de um contato introdutório induzido na população. Porém, no Brasil o contato científico não-básico é feito de forma tardia em escolas do ensino médio, isto é, para os brasileiros que concluem o segundo grau. Os brasileiros que têm contato científico, por sua vez associam a introdução da ciência como obrigação escolar com o desconhecimento da área e, muitas, vezes acabam criando desinteresse e até mesmo repulsa pelo área, optando por campos profissionais divergentes à ciência e seus afins.

Por outro lado, mesmo com o pouco contato científico, uma parcela popular escolhe seguir profissionalmente o campo da ciência e pesquisa. Todavia, ao se depararem com a falta de oportunidades e investimento, público ou privado, para as pesquisas, são levados a optar por outros caminhos. A “importação de cérebros” é um termo que conceitua o investimento de países desenvolvidos em pesquisas de cientistas residentes em países com baixo investimento científico, gerando assim, ao sucesso da pesquisa, lucro e patentes no nome do país investidor. Cientistas brasileiros são atraídos pelos investimentos e estrutura científica estrangeiros, assim como Tesla foi.

O baixo investimento científico básico e profissional de pesquisa, portanto, ao deixar de criar oportunidades profissionais para brasileiros, torna o Brasil um país repulsivo para a carreira científica, fazendo esse mercado buscar investimento internacional. Visando tornar o país um pólo científico atrativo, o Ministério da Fazenda, responsável pela economia, deve oferecer incentivos fiscais à empresas privadas que investirem na educação científica de primeiro e segundo grau, cursos superiores e também em pesquisas já em andamento, incentivando assim a ciência e melhorando a economia brasileira com as descobertas científicas e pesquisas patenteadas.