A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 24/07/2019
A Terceira Revolução Industrial ou “Revolução da Informação” surgiu no século XX e caracteriza-se pela valorização de pesquisas e desenvolvimento tecnológico. Além disso, atualmente, os países desenvolvidos estão incentivando e investindo em inovações, como os Estados Unidos.Contudo, a desvalorização da ciência no Brasil é um fator que compromete o progresso econômico e social do país. Nesse sentido, não somente o baixo investimento no âmbito da tecnologia, mas também a desvalorização de cientistas configuram-se como desafios desse problema.
A Emenda Constitucional 55 foi aprovada em 2016 com a finalidade de contingenciar investimentos na educação por 20 anos. Neste ano, um acontecimento semelhante foi o corte de 30% das verbas nas universidades federais. Essas situações relacionam-se com a desvalorização da ciência no Brasil, visto que os tecnopolos, centros de desenvolvimento de pesquisas, encontram-se em universidades públicas.Desse modo, o baixo investimento e o corte de gastos no conhecimento impossibilita o progresso no âmbito tecnológico.Diante disso, a desvalorização em inovações compromete a economia do Brasil.
Além dessa questão, “fuga de cérebros” é um termo utilizado para denominar a migração de acadêmicos e pesquisadores para países desenvolvidos, a fim de uma oportunidade de estudo no exterior.Isso ocorre devido a desvalorização de cientistas no Brasil. Nesse viés, a perca de talentos é um fator negativo para o país, sobretudo porque a nação perde mão de obra qualificada e esses indivíduos vão desenvolver tecnologia em outras pátrias. Dessa maneira, com a baixa quantidade de bolsas científicas o exterior torna-se mais vantajoso.
Em suma, diante do exposto, cabe ao Ministério da Educação adotar medidas de investimento em tecnopolos, por meio de parcerias com entidades privadas que financiam pesquisas e invistam em tecnologia , a fim de estimular o desenvolvimento de inovações e mais verbas para o funcionamento das universidades. Além disso, é dever do Estado juntamente com o Ministério da Ciência e Tecnologia aderir programas de patrocínio científico, por intermédio de bolsas de iniciação científica para universitários e pesquisadores, com a finalidade de acompanhar a Revolução da Informação e valorizar a ciência brasileira.