A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 21/08/2019

Na obra filosófica “O Banquete”, de Platão, há um diálogo sobre o amor e suas consequências. Não obstante, o diálogo do intelectual Fedro defende que o amor é um sentimento que sucede o que há de melhor no ser humano: as virtudes. Contudo, a desvalorização da ciência no Brasil evidencia o fim do amor entre os profissionais com as pesquisas, de cunho científico, por uma letargia governamental.

Primeiramente, é indubitável que a ciência é fator do crescimento intelectual da sociedade e, também, que deteriora o senso comum para engrandecer o conhecimento empírico. Aliado a isso, o desenvolvimento da metodologia científica, baseada na formulação e investigação de hipóteses  beneficia toda a população. Exemplo disso, é a pesquisa de Carlos Chagas, médico sanitarista, que estudou características, complicações e meios de combate da doença de Chagas, o que beneficia, hodiernamente, toda a sociedade civil com sua pesquisa.

Nesse contexto, o poder público segue em repouso com a problemática quando não reconhece o valor dos cientistas. Atrelado a isso, o movimento, social, “Marcha pela ciência” evidenciou os cortes de recursos humanos e de investimento em pesquisa, pois o governo teve a letargia de negligenciar, em 2017, milhares de pesquisadores. Mediante ao elencado, o diálogo supracitado, por Fedro, indica que a maior virtude só será alcançada quando o poder público não impedir as pesquisas, ou seja o amor.

Portanto, medidas governamentais devem ser efetivadas. A priori, a Campanha “A ciência em destaque” deveria funcionar de modo prático, em que o poder público juntamente com o Ministério da Ciência poderiam planejar mais o desenvolvimento das verbas para incentivar novos estudantes a seguir o caminho das pesquisas. A posteriori, é necessário que, além da disponibilização de mais verbas, o governo invista em novos materiais para assegurar que a campanha será efetiva. Assim, o amor prevalecerá entre os cientistas e suas pesquisas.