A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 13/09/2019

A 4° Revolução Industrial, iniciada no século XXI, visa usar o conhecimento para produzir riquezas. Diante disso, os países com esse raciocínio possuem olhares opulentos sobre as pesquisas feitas em laboratórios. Contudo, o Brasil não enquadra-se neste grupo, seja por inoperância governamental, seja por ausência cultural, fatores que colaboram para a desvalorização da ciência no país, desenhando um cenário de retrocesso.

Em primeiro plano, vale ressaltar que os cortes de verbas destinados à educação representa uma medida estatal de descrença nos estudantes da nação. Por consequência, tal negligência implica em uma diminuição de produção científica, a qual inviabiliza a geração de descobertas que poderiam gerar lucros ao Estado. Em face desse empecilho, conforme pesquisa retirada do Estadão, em 2017, mil estudantes reuniram-se em ato pró educação, com os cânticos de: “1,2,3,4,5 mil, sem ciência não avança o Brasil.”. De fato, é verdade, em um mundo de 4° Revolução Industrial, sobrevive aquele que retém o maior acervo de conhecimento.

Além disso, convém mencionar que a modernização tecnológica é inibida devido à mentalidade colonial acerca da economia. Prova disso, é que o Brasil tornou-se, novamente, um país exportador de matérias primas e, consequentemente, despreocupado com as questões científicas. Segundo Steve Jobs, co-fundador da Apple, a tecnologia move o mundo. Logo, caso nosso país não mudar sua postura em relação à ciência, passaremos a ser uma nação a qual beira o retrocesso, por causa da inercia com a inovação tecnológica.

Em síntese, portanto, a fim de minimizar esse problema, é necessário que o Ministério da Educação evite cortar verbas da educação, porque é essencial para os cientistas brasileiros terem recursos para realizar as suas pesquisas. Sendo assim, com o propósito de impossibilitar que falte dinheiro para as universidades, o MEC, em parceria com a iniciativa privada, deve investir nesses ambientes, de modo que parte dos resultados científicos obtidos possam ser compartilhados entre os dois órgãos.