A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 24/09/2019
Profissão Repórter, programa jornalistico e exibido pela Rede Globo, em um episódio relata os impactos resultantes da desvalorização cientifica no Brasil, narrando o dia a dia de pesquisadores brasileiros quem lutam pra gerar desenvolvimento técnico-científico. Neste contexto,é evidente o fato de baixos investimentos nas pesquisas científicas serem consequência direta da fuga de cérebros.
Primeiramente,convém ressaltar, o pequeno orçamento destinado a ciência e tecnologia. Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, 1,6 do PIB brasileiro(Produto Interno Bruto),são investidos em pesquisa e desenvolvimento.Neste sentido,o pouco investimento impacta negativamente a produção de ciência, ora pela condições de trabalho que devido a pouco recursos pode faltar matérias ou aparelhos, ora pela dificuldade em aceitar novos projetos,como é mostrado no programa ‘‘Profissão Repórter’’.
Em segundo lugar, a fuga de cérebros ou talentos, saída de pesquisadores para outros países em busca de melhorias, gera riscos nas universidades, pois 95%,da produção científica são produzidas e concentram-se nas universidades. Dessa maneira, o cenário atual assemelhasse com o período militar, década de 60, no qual houve a migração de diversos estudiosos do Brasil, provocando impactos para o país. Sendo assim, a comunidade científica alerta para um ‘‘apagão’’ científico.
Torna-se evidente, portanto,a busca pela valorização da ciências brasileira. Assim, cabe ao Executivo, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, a criação de um fundo para captar doações,semelhante ao Fundo Amazônia, com a finalidade de ampliar e captar recursos destinados ao desenvolvimento e ciência. Dessa forma, estaremos afastando o ‘‘apagão" científico anunciado por pesquisadores.