A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 26/09/2019
A Constituição Federal promulgada em 1998, ainda vigente, assegura que é dever do Estado promover o desenvolvimento nacional. Entretanto, a falta de incentivos educacionais contribui para a desvalorização social da ciência no país. Além disso, o escasso investimento no campo de pesquisas científicas impede que as instituições possam promulgar projetos de pesquisas capazes de gerar o desenvolvimento no Brasil.
Cabe ressaltar a princípio, que a falta de suporte governamental é um fator determinante para o atraso dos avanços tecnológicos no país. Nesse contexto, em 2019 houve o corte de 42,2% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Logo as instituições subordinadas ao MCTIC são prejudicadas, como ocorreu com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que devido ao corte na verba disponibilizada, as bolsas fornecidas aos pesquisadores poderão serão mantidas apenas até julho de 2019. Portanto a falta de recursos afeta diretamente o desenvolvimento científico, uma vez que ameaça a permanência dos profissionais nos projetos, pois muitos precisam do auxílio financeiro para se manter. Desse modo, o interrompimento de muitas pesquisas relevantes a população.
Ademais, a falta de incentivos educacionais no ensino fundamental faz com que a desvalorização social perpetue. De acordo com um estudo do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT) 93% dos jovens não conhecem o trabalho dos cientistas brasileiros e nem as instituições de pesquisas. A situação demonstra o desfalque educacional perante os conhecimentos sobre a ciência no país, o que contribui para o desvalorização social perante a ciência, afinal segundo o filósofo Kant “O homem é aquilo que a educação faz dele”.
Diante do exposto, cabe ao Estado, com a intenção de garantir o desenvolvimento do país, providenciar na figura do MCTIC verbas às instituições de pesquisas, a fim de que sejam capazes de desenvolver projetos e manter auxílios financeiros aos pesquisadores para que se promulgue avanços eficazes às necessidades da população brasileira. Outrossim, é apropriado que o Ministério da Educação insira na grade curricular do ensino fundamental palestas ministradas por cientistas com a finalidade de estimular os estudantes ao conhecimentos das áreas de pesquisas científicas no país.