A desvalorização da ciência no Brasil
Enviada em 26/09/2019
Durante a Guerra Fria, conflito indireto entre Estados Unidos e União Soviética, ocorreu um grande desenvolvimento de tecnologias que inovaram o mundo. Posteriormente, os países desenvolvidos começaram a investir mais em ciência para alcançar um alto nível educacional e movimentar a economia. Entretanto, o Brasil não seguiu essa tendência de mercado e gerou problemas de desvalorização científica que se configuram na falta de investimentos e na cultura exportadora.
Em primeiro plano, a depreciação do desenvolvimento de ciência é um problema da ordem econômica. De acordo com a revista Galileu, o Ministério da Educação cortou cerca de doze mil bolsas de pós-graduação e doutorado no ano de 2019. Fato preocupante, uma vez que elas são os principais meios de desenvolvimento de tecnologia e conhecimento no país. Com essa falta de investimento, muitos pesquisadores migram para outros países em busca de oportunidades de estudo, causando um enorme êxodo de inteligência.
Além disso, o território brasileiro é, desde o período colonial, exportador de produtos agrícolas e minerais. Por consequência, criou-se uma cultura exportadora que impede o país de se desenvolver. Dessa maneira, o governo aprova essa economia e se contenta apenas com a renda vinda do agronegócio e das indústrias de base, descartando o lucro que a ciência poderia trazer, principalmente pelo fato de não haver interesse em investir
Portanto, a fim de miticar o problema, o Ministério da Economia deve criar parcerias com as indústrias para ampliar a produção de pesquisas, por meio da diminuição dos impostos cobrados. Após essa medida, as empresas devem oferecer investimentos às universidades e aos institutos que produzem ciência. Como consequência, haverá benefícios tanto para as indústrias que possuirão mais tecnologia para produzir, quanto para o governo que estará fortalecendo o país para chegar ao nível das grandes potencias mundiais. Espera-se, com isso, que o Brasil seja um país desenvolvido e adquira mais investimentos internacionais.