A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 01/10/2019

" Ciência nunca foi despesa, sempre foi investimento com retorno garantido". Segundo as palavras do economista Arthur Lewis, a ciência oriunda da educação é de extrema importância para o desenvolvimento social, na saúde e economia de um país. Porém, no Brasil o descaso do governo ao longo dos anos, tem se acentuado, prejudicando esse setor.

Primeiramente, segundo a Sociedade Brasileira para o progresso da ciência (SBPC) de cada R$ 100,00 de gastos do governo federal hoje, apenas 32 centavos vão para ciência e tecnologia. Não apenas, há ainda algumas questões extras no que diz respeito aos entraves para cientistas brasileiros como a dificuldade para importação de materiais para pesquisa, a questão das patentes, o excesso de burocracia, a falta de compreensão do legislativo sobre o tema, entre outros.

Por conseguinte, de acordo com a revista “History”, em razão da crise que se instaura no país, a pesquisadora Suzana Herculano Hauzel anunciou que estava deixando o Brasil, como resultado da falta de recursos. Em março de 2019, o governo congelou 44% dos recursos do Ministério da ciência, tecnologia, inovação e comunicações (MCTIC). Outrossim, o orçamento do ministério caiu de 5 bilhões para R$ 2,8 bilhões — metade do valor de dez anos atrás. Surpreendentemente, ainda com todos imbróglios que os pesquisadores vem passando, o número de interessados em pesquisa em comparação ao ano de 2009 mais que dobrou, sendo hoje, mais de 300 mil.

Portanto, diante da necessidade de soluções para resolver questões problemáticas da nossa sociedade, é imprescindível que haja um crescente incentivo na produção do conhecimento científico, realizado pelo ministério da educação e Ministério da ciência e tecnologia, exigindo do governo uma atenção a mais para a pesquisa e a promoção em escolas afim de engajar os alunos a entrarem no ramo.