A desvalorização da ciência no Brasil

Enviada em 03/10/2019

Já dizia o maestro Tom Jobim, “o Brasil cultua o fracasso”. Afinal, a desvalorização da ciência em prol do desenvolvimento é um sinal evidente do atraso em que o país vive. De forma contrária ao Brasil atual, o governo getulista, na década de 30, foi de extrema importância para os avanços da ciência no país, tal que houve o descobrimento do petróleo, como também, o melhoramento na saúde, devido aos investimentos estatais em pesquisas científicas. Desse modo, convém analisar as causas, consequências e possíveis soluções para a falta de incentivo público acerca do protagonismo científico.

Em primeira análise, segundo os parâmetros da Constituição de 1988, é dever do Estado fornecer verbas para instituições educacionais e de pesquisas no Brasil. Nesse contexto, cabe destacar o pensamento de John Locke. Para esse filósofo, o contrato social funda o poder político, que visa garantir os direitos individuais. No Brasil, entretanto, o próprio Estado quebra esse acordo sociopolítico, visto que o atual governo vigente cortou os investimentos para o avanço científico nacional e, assim, barrou o desenvolvimento em vários âmbitos da sociais, como a saúde e a segurança. Afinal, o avanço tecnológico promove a criação de medicamentos para o combate a enfermidades, como também, a elaboração de novas armas a serviço da seguridade da população.

Sob outro viés, veja-se a atual situação da Alemanha, que apesar de perder duas grandes guerras mundias, é considerada potência mundial, em razão de altos investimentos na ciência durante toda sua história. À vista disso, o país carrega para sempre o legado de ser “berço” de grandes nomes que revolucionaram a narrativa histórica até os dias atuais, como Albert Einstein. No Brasil, todavia, a desvalorização dos cientistas representa um desafio a ser enfrentado pela sociedade. Desse modo, portanto, a falta de investimentos no âmbito científico nacional é precursor da dependência que o Brasil tem sobre outras potências, pois o que o país gera é incapaz de abastecer toda a população e isso deve-se ao baixo investimento na ciência , tornando, assim, necessitado de exportações. Nesse aspecto, pois, acaba por não alcançar o superávit, tampouco, o desenvolvimento.

Logo, é sabido, então, que o principal fator para a desvalorização da ciência, em território brasileiro, é a falta de verbas para a busca de conhecimento e pesquisas. Portanto, torna-se necessário a ação direta do Governo Federal para fornecer investimentos, por meio dos altos tributos cobrados sob a população. Além disso, essa verba deve ser destinadas tanto para instituições federais e universidades, quanto para a criação de laboratórios científicos e, também, para bolsas reservadas para estudantes, para que esses se dediquem e capacitem-se integralmente. Por fim, somente desse modo, o Brasil cultuará o desenvolvimento, contradizendo o pensamento de Tom Jobim.